É comum confundir os dois tipos de gás disponíveis para uso doméstico no Brasil, mas eles têm origem, composição e forma de fornecimento diferentes.

Composição

O gás de cozinha vendido em botijões é o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), uma mistura de propano e butano armazenada sob pressão, na forma líquida, dentro do vasilhame de aço. O gás encanado mais comum em áreas urbanas brasileiras é o gás natural, composto majoritariamente por metano e distribuído por tubulação a partir de uma rede municipal.

Forma de fornecimento

O GLP chega em botijões substituíveis (P13, residencial, ou P45, mais usado em estabelecimentos comerciais), entregues por revendedoras autorizadas. Já o gás encanado depende de uma rede de distribuição fixa, instalada e operada por uma concessionária local, que cobra pelo volume consumido, de forma parecida com a conta de água.

Instalação

Usar botijão exige apenas registro, mangueira e regulador de pressão certificados, com troca simples quando o gás acaba. O gás encanado exige projeto de instalação aprovado, tubulação fixa na construção e, em geral, está disponível apenas em regiões já atendidas pela rede da concessionária.

Quando cada opção faz mais sentido

Em cidades sem rede de gás encanado — a maioria dos municípios brasileiros — o botijão continua sendo a única opção viável para a maior parte das residências. Onde a rede está disponível, o gás encanado costuma ser mais conveniente por não exigir trocas físicas de vasilhame, mas a instalação inicial tem custo e depende da infraestrutura do imóvel.

Nenhuma das duas opções é tecnicamente "melhor" em todos os casos — a escolha depende principalmente da disponibilidade de rede na região e do perfil de consumo da residência.

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